domingo, 6 de janeiro de 2013

Let the impossible happen


Voltar a escrever não estava nas minhas resoluções de Ano Novo. E muito disso, talvez, porque como comentei com uma amiga "o mundo (corporativo, real, individual) tem me deixado mais dura. Sim, mais dura, no nível de responder mensagem com 'ok' e 'falamos'.

O que mudaria isso, e já era de se esperar que fosse algo desse tipo, foi o primeiro filme de 2013.

O Impossível aconteceu e o filme me tocou de uma maneira extraordinária.

Saí do cinema com dois conhecidos rindo, achando que era hollywoodiano demais. E eu saí perplexa, por acredita que aquela foi e ainda é a história de uma das maiores tragédias mundiais. Mais: o que vimos ali, retratado de um jeito hollywoodiano ou não, é somente uma das muitas histórias que foram arrastadas com aquela onda gigante em 26 de dezembro de 2004.

Mais do que a história em si (sem sinopses, porque ainda acredito que esse é o tipo de filme que todo mundo deveria ver, pelo menos uma vez na vida - só pra ticar da lista), o drama ou toda a aflição do trama da história, fica muito claro a fragilidade humana - perante a natureza, o incerto, a incapacidade, a limitação.

Somo tudo, até que não somos nada. E quando não somos nada, não hé cor, religião, língua, instrução, dinheiro ou poder que consegue permear qualquer tipo de emoção, sentimento ou ligação.

É no grau primário de existência, onde somos apenas ser, que somos todos iguais, que sofremos iguais e nos enxergamos dessa maneira - pois assim somos, e somente assim nos resta ser.

Esse é mais um daqueles filmes que nos faz repensar trabalho, relacionamentos, distâncias, desamores e sentimentos... Repensar o que somos e o que fazemos, o que temos e o que queremos, e como isso, de fato, interfere em quem nós somos intimamente, no mais primário grau de existência.

Até porque, independente dos efeitos especiais e do drama exasperado, todos somos.
E para ser, não basta existir. É preciso composição, diária, de uma essência que transcede o grau primário e nos eleva aos outros níveis de existência.

O que compõe cada uma das existências, no entanto, é simplesmente o que acreditamos, e, portanto, tomamos para si.

Seja essa crença possível ou impossível, que 2013 (ad infinitum) seja, para todos nós, um novo ano de crenças. Mais puras, mais solidárias e mais humanas.

Let the impossible happen.

Um comentário:

Rubinho Osório disse...

É bom que escrevas. Meus comentários aqui podem ser raros (culpa do Facebook!), mas minhas visitas acontecem, sim, e o deleite de ler-te tb.