terça-feira, 4 de agosto de 2009

mas o que me trouxe até aqui foi...





fone no ouvido, volume no último e tudo focado praquela nota que aperta o coração na segunda estrofe daquele refrão.

gostoso, gostoso mesmo é coisa assim: que te liberta e te faz querer ir dormir agarrado.

dá vontade de desligar tudo com o olho fechado e ir correndo pra cama se cobrir, pra ver se ela fica ali, ecoando e voando por dentro até que grude e fique.

engraçado que a gente tem essa vontade louca de prender o que liberta.

(e pra quem quer saber, a dica é Beirut.)


Tuíter



Alguém por aí disse que com o Twitter, os blogueiros chinfrins sumiriam.

Mas o fato de, às vezes, me expressar superficialmente em 140 letrinhas não me satisfaz.

Eu gosto de palavra corrida, de escrita que parece rio e não pára em nenhuma curva.
Não leio não apago não repico - tudo assim, corrido corrido, querendo chegar logo ao seu lugar.

E eu voltei pra ver se tinha comentário e fui obrigada a alterar as configurações: agora, eu recebo cada recado novo no email.

Porque ser lida também é uma maneira de escrever.

E escrever com carinho é cachoeira.

(e pra quem quiser, @ninafranco)

quarta-feira, 29 de abril de 2009


eu gosto é de coisa bonita que aparece e a gente não sabe por quê.

mas quando se ama, tudo faz sentido.

sábado, 25 de abril de 2009

corrigindo


somos responsáveis pelo que cativamos ou pelo que seduzimos?

a definição pouco importa.

o que importa é que somos responsáveis por cada ação que afeta diretamente ou indiretamente qualquer outra pessoa.

você sorri, é responsável pelo sorriso;
você fala, e é inteiramente responsável pelas suas palavras.

quando a gente vai embora (pra onde?),
tudo fica.
a gente vai,
mas as palavras, os sorriso, os olhares, as ações... são representações.
mas também nossa responsabilidade.

quanta injustiça ter que chorar porque quem falava que eu tinha uma risada gostosa se foi.

terça-feira, 14 de abril de 2009

tu te tornas o quê?


vez ou outra vejo por ai o "tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas".

ledo engano.
não, tu não te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.

cativar é passivo, é consequência, é desdobramento.
é atrair sem querer;
é se prender sem notar.

tu te tornas, na verdade, responsável por aquilo que seduzes.

quinta-feira, 19 de março de 2009

gente grande


tem dia que tenho tanto pra falar, tanto que eu penso e repenso em escrever;

tanto que eu quero discorrer e correr com.

mas é tanta coisa que vira catarse reversa.
me calo e ponho tudo pra dentro. pra me achar, me descobrir e me cobrir de mim mesma.

e hoje, ao pensar em escrever, fui digitar o endereço do blog e saiu algo como www.mulh....

acho que é isso.
a gente vai se descobrindo mulher.
porque até a menina (criança) dentro da gente, sabe que tem hora que tem que ser gente grande.

e ai, meu amigo, é com a gente mesmo.

domingo, 8 de março de 2009

Verbo transitivo direto

uma das minhas frases preferidas foi proferida pela Marilia Gabriela e dizia assim:
"sou muito coerente; as pessoas que amo, amo pra sempre".

em uma brincadeira de perguntas e respostas com amigos a minha resposta pra pergunta AMOR foi um dos meus livros preferidos, aquele famoso "amar, verbo intransitivo".

gosto muito de pensar no verbo amar como sendo instransitivo.
acho justo e simples; porque nada melhor do que simplicidade para explicar alguma coisa tão complexa.

o verbo amar é sinestésico e não há como falar sem sentir.

se amar aceitasse qualquer tipo de complemento, talvez o único plausível fosse PARA SEMPRE.